sexta-feira, 30 de abril de 2010

Extensão publicitária para ideias sólidas

Algumas ideias para propor valor à marca se mostram tão bem realizadas que acabam criando extensões.

Com um comercial digno de Paula Braun n´O Cheiro do Ralo, a Reebok lança o tênis EasyTone com solado baseado em bola de pilates, para realçar a bunda. Sem calcinha com enchimento ou jeans da Sabrina Sato. Só o tênis.

De acordo com Aaker (2007), ações mercadológicas com consistência podem gerar a extensão da própria ideia, valorizando a empresa no seu conjunto. Dito e feito.

Neste caso, além de filmes dublados para várias línguas (inclusive o português), a peça publicitária finlandesa conseguiu gerar outro caminho: um filme que não coloca os modelos usando o tênis no cotidiano, mas uma “professora” ensinando porque o tênis é digno de crédito.

Acompanhe os 2 filmes, a seguir (primeiro, o original; depois o da professora).

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sexta-feira, 23 de abril de 2010

A Coca-Colla saudável

Correu o mundo nesta semana a foto do índio boliviano bebendo uma Coca-Colla (postada a seguir).

Nada muito estranho não fossem os dois “eles” na palavra Colla.

O nome, resultado da junção da planta com que é feito o refrigerante e do nome do povo indígena Colla, aliado às cores branca e vermelha, mais o fato de ser um líquido escuro, representa um dos tantos absurdos que Dom Evo Morales planta no seu mundinho à parte.

A bebida, feita da folha de coca e usada nos Andes há centenas de anos na culinária e na medicina, é um estimulante que evita a fadiga e a fome. De acordo com o governo boliviano, esta iniciativa canalizará parte da plantação para um bem saudável, ao invés de ir para o narcotráfico.

Mais uma batalha para a original Coca Cola enfrentar.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Quando a palavra sai da boca...

A comunicação publicitária é uma das ferramentas de Marketing mais ativamente utilizada quando se quer desenvolver uma marca ou conceito.

O iogurte Activia percorreu este caminho. Sua propaganda sempre prometeu benefícios à flora intestinal, regulando a digestão e facilitando a “ida ao banheiro”. Chegou a fazer um concurso como forma de provar o que prometia.

Desde o ano passado, alguns países (EUA e Inglaterra) já afirmavam que a Danone fazia propaganda enganosa. A empresa rapidamente mudou o mote das campanhas, a partir da pressão judicial.

Mas depois de sedimentar um conceito na mente das pessoas, a marca fica posicionada lá. Neste caso, com o peso de ser quase um substantivo, uma denominação para o segmento de iogurtes funcionais.

Para quem se lembra de Milli Vanilli...




Foto produto: Ricardo Oliveira, em blog.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Marcas que são baratas. Independente do preço.


Na discussão sobre produtos com qualidade e preço baixo, poucas marcas conseguem ser tão claras quanto a Bic.

Ainda que seu preço referencial no segmento seja alto, ela contém um preço baixo de percepção. Ou seja, mesmo que custe R$ 1,80 enquanto seu principal concorrente custe R$ 1,40 (20% menos), ambos são produtos baratos.

Para a marca, isto pode ser a diferença entre se manter bem posicionada como um produto de muita qualidade, independente do preço, ou ser lembrada apenas como um comparativo no balcão da livraria.

O anúncio a seguir, com o autógrafo de Jimi Hendrix, é sensacional: do ponto de vista dos atributos funcionais, nos lembra que por um preço baixo temos alta durabilidade; do ponto de vista emocional, que o produto faz parte da nossa vida, sempre.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Marcas mais valiosas do Brasil

A mais recente pesquisa da BrandFinance e da revista The Brander/IAM (março2010) indica as marcas de 3 bancos como as mais valiosas do país (Bradesco=R$ 23 bi; Itaú=R$ 12 bi e BBrasil=R$ 11,5 bi).

Dependendo da metodologia usada, as marcas se alternam, para cima e para baixo. Mas nos últimos anos, tem tomado uma proporção muito grande o valor da marca dos bancos em relação às marcas consideradas de consumo tradicional (autos, chocolate, celular).

E marcas consolidadas, perdem seu brilho. A Coca-Cola, por exemplo, está atrás de Correios, Carrefour e Claro.

Nesta 5ª. edição do estudo, os indicadores avaliados foram: produtos; preço; marketing e comunicação; responsabilidade socioambiental; pós-venda; e canal de distribuição.

A seguir a lista das 30 marcas mais valiosas do Brasil:

1. Bradesco
2. Itaú
3. Banco do Brasil
4. Petrobras
5. Vivo
6. Oi/Telemar
7. Casas Bahia
8. Caixa Econômica Federal
9. Carrefour
10. Fiat
11. Wall-Mart
12. Volkswagen
13. General Motors/Chevrolet
14. Nestlé
15. Ambev
16. Ultrapar
17. Santander
18. Pão de Açúcar
19. Ford
20. Unilever
21. Correios
22. Bunge
23. Telefônica
24. Gerdau
25. Claro
26. Coca-Cola
27. Vale
28. Rede Globo
29. Unibanco
30. Banco Real