sexta-feira, 29 de abril de 2011

Porsche no facebook não vende carro, mas lustra a imagem


A estratégia de lançamento do Porsche 911 GT3 R Hybrid, em comemoração aos 1 milhão de fãs no Facebook, é emblemática e interessante por vários motivos.

A força que um simples espaço de mídia social ocupa no mercado demonstra como as pessoas atendem aos apelos de marcas reais, principalmente se for por meio da internet. Quantos desses membros possuem um Porsche? Quantos terão? Acompanhe o trabalho nas fotos abaixo.

O público jovem mantém viva a aura da marca Porsche. Sabidamente ela é mais comprada por adultos, mas são os jovens, adolescentes inclusive, que dão polimento e continuidade ao significado da marca.

Os dois filmes abaixo traduzem parte deste sentimento: a trilha foi composta pensando nos verdadeiros donos do carro alemão, mais para Hans Zimmer do que para David Guetta; as imagens, céleres, dirigidas ao contingente dos tecladores de facebook.

Aceleração máxima para a marca!

































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sexta-feira, 22 de abril de 2011

Mudanças radicais para valorizar a marca




A Nokia está tomando uma decisão radical na condução dos negócios: a mudança de plataforma operacional dos seus celulares. Sai o Symbian, líder de mercado, entra o Windows Phone 7, recentemente lançado e com pequeno apelo de vendas.



Motivação: dos 46,9% de share que detinha em 2009, passou para 37,6% em 2010. No mesmo período, o Android, da Google, passou de 3,9% para 22,7%. O iPhone também tem conseguido crescimento substancial.


Abandonar um produto líder do segmento não é ação isolada no histórico de decisões corporativas radicais. Nem no mercado (por exemplo, Bematech), nem na empresa (a Nokia era uma gigante na produção de papel).


Neste caso, a Nokia oferece à Windows a possibilidade de estar presente no maior volume de aparelhos vendidos no mundo (na foto, o N8); em contrapartida, recebe a experiência da maior desenvolvedora de softwares do mundo.


É arriscado. Mas, parece, muito bem calculado o risco.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Branding, desde sempre, é ético



‘Meu primeiro Claro é a forma mais legal de falar com meus amigos... meu primeiro Claro é estar longe e me sentir em casa. Se fala Claro, é claro que tem mais’.


Este é o título de um anúncio de celular. Mas não um anúncio normal: entre uma lição e outra, anúncios de página inteira ou de meia página falam sobre celulares e cereais, e são lidos diariamente em sala de aula por milhares de alunos menores de 12 anos de escolas privadas do Chile. Além disto, sites de algumas empresas privadas aparecem como sugestão para complemento de leitura.


A novidade tem provocado um debate nacional entre pais, educadores e autoridades no país. O governo diz que a propaganda pretende fazer com que os adolescentes enfrentem melhor a propaganda a que estão expostos cotidianamente. Os demais defendem que os alunos nesta idade não têm a capacidade de filtrar os estímulos.


Trata-se de propaganda subliminar, ainda que seu formato seja explícito. Enquanto lê o texto de estudo, é levado a ver as mensagens, como se fizessem parte do texto original, algo que não é verdadeiro. Sua capacidade de filtrar os estímulos da propaganda é, obviamente, limitado.


Ética sempre foi a base das ações de marketing. Esqueceram disto.

domingo, 10 de abril de 2011

A marca Disney em busca de novos velhos públicos




Em 2016 será aberta a Disneyland Xangai, ao custo inicial de US$ 3,7 bilhões.


É o primeiro parque da corporação na China. Os outros são os de Anaheim/Califórnia (1955), Orlando (1971), Tóquio (1983), Paris (1992) e Hong Kong (2005).


A ideia é atrair a grande quantidade de novos ricos chineses, principalmente para fortalecer a marca no país mais povoado do mundo.


A marca Disney entende seu poder global e espera que suas atrações de contos de fadas consigam atrair milhões de pessoas do continente asiático.


Algumas das atrações se apresentaram em trajes tradicionais chineses. Acompanhe na foto abaixo. De acordo com seu presidente, Bob Iger, o parque será composto por elementos da cultura milenar chinesa em conjunto com a autenticidade da Disney.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Um passo à frente na valorização da marca



A Amazon inicia um processo interessante de valorização da marca a partir de serviços diferentes do seu core business.


Como empresa ligada ao segmento de varejo na internet (livro, cd, relógio, computador e mais), inicialmente lançou o Kindle, um e-reader de relativo sucesso.


Ontem, lançou o Amazon Cloud Drive, um serviço de armazenagem musical online que facilita a vida do cliente: ele executa as músicas e vídeos já comprados em qualquer computador ou celular inteligente.


Tudo fica armazenado nas “nuvens” (na realidade, nos servidores da Amazon), evitando ocupar o espaço de memória do seu tocador ou perder a música em algum outro hd externo. Esperteza...


Este avanço da Amazon, que se antecipa à Apple e ao Google (iriam lançar o mesmo serviço no final de 2010 e dormiram), é um passo firme da empresa rumo a um caminho ainda desconhecido, o de conteúdo digital.