sexta-feira, 15 de junho de 2012

Direcionamento para a marca

A LG tem buscado o seu posicionamento, há muito.

Ainda não conseguiu se firmar. Para os aficcionados por TV, por exemplo, a marca é um desastre; para quem utiliza lavadora de roupa, é um presente.

Agora, um anúncio premiado em Cannes2012, da Y&R Brasil, mostra um macaco que lembra o King Kong, no meio de uma metrópole, ouvindo um som no carro. Claro que do seu jeito: levantando o automóvel e ouvindo pela janela (anúncio abaixo).

Mas o que chama a atenção é a comunicação com determinado público, ou seja, as pessoas que têm alguma identificação com quem ouve o denominado boombox, característico dos negros americanos e, depois, dos rappers.


Essa fase street da LG é novidade. Só não é novidade a sua tentativa de atirar para todos os lados.
 


   

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Marcas na Copa de 2014


Nas transmissões de futebol, tanto ESPN quanto Globo, falam abertamente o nome Allianz Arena para o estádio oficial dos times alemães Bayern de Munique e TSV 1860.

No Brasil, dificilmente isto ocorreria caso tivéssemos uma marca dando nome a um estádio. Não deu certo com o Atlético Paranaense, por exemplo. Mesmo assim, por causa da Copa do Mundo, times como Palmeiras e Grêmio têm buscado "compradores" dos denominados naming rights.

Os valores são estratosféricos e o prazo do contrato geralmente ultrapassa uma década. Porém, ações como esta, se feitas isoladamente, dificilmente têm sucesso. A Emirates tem seu nome no estádio do Arsenal, mas não sem ter também o nome na camiseta.

Além disto, durante o maior evento de futebol do mundo, os estádios adotam o nome da Fifa, o que prejudica a visibilidade global da marca justamente no momento mais importante da história do esporte: a Copa.






sexta-feira, 1 de junho de 2012

Posicionamento para a sobrevivência



Desde o início da internet se fala na "morte" dos jornais.

Agora sai o relatório da Moody's, principal agência de avaliação de periódicos do mundo, dizendo que as receitas dos jornais virtuais não compensam as perdas dos jornais reais.

Ou seja, as pessoas estão buscando outras maneiras de se informar. Ou não estão se informando, mais provável.

De qualquer jeito, é necessária uma mudança brusca nos hábitos das pessoas para que o uso dos jornais (reais ou virtuais) volte a ter a influência diária que sempre teve.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Série 7, lançamento e valor



O BrandZ Top100 Most Valuable Global Brands de 2012 apontou a BMW como a marca de carro mais valiosa do mundo, ultrapassando a Toyota e a Mercedes (na comparação com as 100 marcas globais mais valiosas, a BMW é a 23ª).
 
Muito rapidamente, lançou uma ação que não costuma fazer parte dos seus planos: revelou o novo série 7 (foto abaixo) antes do principal salão da época, o de Paris.

Com 8 marchas, GPS com 3D e duplo monitor nas costas dos bancos dianteiros, a novidade está na motorização: 445 HPs ou 320 HPs no motor verde.

Mas o que importa mesmo é a ampla cobertura da mídia para a conquista da marca, fantasiada pela reestilização de um dos seus carros.


sexta-feira, 18 de maio de 2012

Redes sociais no lançamento de ideias


Um artigo n’O Estado de SP trata de um (discutível) fim das redes sociais.

Em seguida, na Época, um publicitário paulista afirma que lançará um livro escrito somente com o celular, durante uma viagem por vários países.

Criou um site (proximamaravilha.com.br) e o único capítulo, por enquanto, deve ser pago com um singelo “gostei” na página. As fotos abaixo são do autor, Fernando Palácios, e o seu celular.

Se as redes sociais acabarão, preconizadas pelo jornal, não sabemos, mas ter 28.000 inscritos sendo apenas uma notícia, sem nem saber se o livro será comercializado, mostra que lançar produtos (ideias, bens ou serviços) por esse meio ainda parece ser muito eficaz.




sábado, 12 de maio de 2012

Pressão para a marca



No final dos anos 90, a Kaiser tinha 26% do mercado de cervejas populares.

Após a perda do apoio da Coca-Cola, hoje tem 4%. Associada a Heineken, tenta reverter o mercado. Primeiro, revitalizou a identidade visual; agora inova na apresentação do produto: o barril com pressão.

Emprestado da tia rica (a Heineken tem patente exclusiva da invenção), o barril de pressão traz uma situação interessante: a possível criação de um bordão. Ao brincar com os termos ‘torneirinha’ e ‘pressão’ (assista ao VT, abaixo), traz à tona o possível poder sexual, ao mesmo tempo em que, mercadologicamente falando, enfrenta os concorrentes, que não possuem o mesmo tipo de barril. 

Para a Fischer & Friends, agência da Kaiser, o ‘torneirinha’ é o cara sem graça, que não vai ser atração, enquanto aquele que tem ‘pressão’ vira a referência da festa.

O comercial será lançado nacionalmente hoje, mas nos comentários para os mais diversos assuntos na internet, já se observa o uso dos termos de maneira pejorativa ou elogiosa, conforme o caso.

A marca agradece.


sexta-feira, 4 de maio de 2012

Identidade de marca sendo construída

A DM9, quando Nizan Guanaes atuava como executivo, era notícia constante por causa das campanhas.
Em tempos de Sérgio Valente, as notícias são outras, fundamentalmente o jeito DM9 de trabalhar.
Desde o final do ano passado, cerca de 60 funcionários adotam o home office ou, como prefere a agência, o anywhere office. Recentemente, Valente aboliu a mesa de trabalho, adaptando a sua sala como se fosse uma de estar, somente com poltronas, sofás e uma mesa de centro.
É a identidade da empresa (rebeldia no que comunica) sendo levada para as várias instâncias de trabalho e obtendo espaço na mídia, construindo mais um pouco da sua já consolidada marca.