domingo, 29 de maio de 2011

Guerra das marcas de cerveja


A tradicional disputa entre as marcas de cerveja não para de se repetir.

A Skol traz as latinhas falantes. Pouco antes, a Kaiser lançou latas temáticas com a letra parcial dos hinos de alguns times de São Paulo e a Brahma, as latas temáticas dos times cariocas e mineiros. E, ao que tudo parece, a pioneira foi a Cerpa, que em 2009 já havia lançado latinhas do Remo e do Paissandu, além de campanha veiculada no Pará.

Para quebrar o tratamento semelhante dado às cervejas, nada como a campanha da cerveja tcheca Moravian Gold, esteticamente brilhante. Acompanhe abaixo a verdadeira guerra das cervejas.




























sexta-feira, 20 de maio de 2011

Marcas únicas, desejos idem


Objetos de desejo são assim. Quanto mais exclusivos, mais desejados.

O que dizer, então, de uma Ferrari desenhada exclusivamente para o seu dono?

Um colecionador de automóveis, cliente da Ferrari há 45 anos, recebeu um presente (?!?) da marca: seus designers criaram uma versão da Ferrari 599 somente para ele.

Batizada de Superamerica (fotos abaixo), o carro tem acabamentos únicos e o interior foi inteiramente escolhido em conjunto entre Peter Kalikow, o milionário, e a equipe da Ferrari.

Esta é uma ação de branding que, além de prestigiar o dono, faz com que outros donos também queiram a sua. Mais desejo para o objeto de desejo...


sábado, 14 de maio de 2011

O ponto-de-venda como convergente para ações de branding




Branding é o processo que gerencia marcas com o objetivo de criar valor para elas.

Ações convencionais, como propaganda ou patrocínio, são facilmente identificáveis, já que parte considerável dos esforços mercadológicos se concentra nestas poucas áreas.


O McDonalds vem tomando ações de branding que não são comuns mas, muitas vezes, necessárias: a modernização dos seus pontos-de-venda.


Com o intuito de dar brilho à marca, será investido US$ 1 bilhão nessa ação. O objetivo é eliminar aspectos que, embora tradicionais, começaram a envelhecê-la: o telhado vermelho, a pintura interna (hoje em vermelho e amarelo), as mesas (que passarão a ser de madeira) e o excesso de plástico (haverá detalhes em couro, na decoração).


O mercado comenta que o ideal do McDonalds é chegar a ser uma Starbucks, em relação à estética de apresentação.


Tudo para ser novamente uma marca que suscite desejo.




sexta-feira, 6 de maio de 2011

Sempre Coca-Cola!







Já não é mais unanimidade.

Há não muito tempo, se pedia uma ‘coca’ no bar, não importando o refrigerante que fosse servido. Era quase sinônimo do segmento. Hoje, não mais.

Perdeu essa aura, culpa dos tempos mais saudáveis, em que a água retoma o espaço que sempre foi seu.

Mesmo assim, é uma marca invejável, que fará 125 anos no domingo (data aproximada).

A seguir, alguns dos anúncios antigos dela, inclusive um em PB, quando começou a ser vendida em São Paulo.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Porsche no facebook não vende carro, mas lustra a imagem


A estratégia de lançamento do Porsche 911 GT3 R Hybrid, em comemoração aos 1 milhão de fãs no Facebook, é emblemática e interessante por vários motivos.

A força que um simples espaço de mídia social ocupa no mercado demonstra como as pessoas atendem aos apelos de marcas reais, principalmente se for por meio da internet. Quantos desses membros possuem um Porsche? Quantos terão? Acompanhe o trabalho nas fotos abaixo.

O público jovem mantém viva a aura da marca Porsche. Sabidamente ela é mais comprada por adultos, mas são os jovens, adolescentes inclusive, que dão polimento e continuidade ao significado da marca.

Os dois filmes abaixo traduzem parte deste sentimento: a trilha foi composta pensando nos verdadeiros donos do carro alemão, mais para Hans Zimmer do que para David Guetta; as imagens, céleres, dirigidas ao contingente dos tecladores de facebook.

Aceleração máxima para a marca!






































sexta-feira, 22 de abril de 2011

Mudanças radicais para valorizar a marca




A Nokia está tomando uma decisão radical na condução dos negócios: a mudança de plataforma operacional dos seus celulares. Sai o Symbian, líder de mercado, entra o Windows Phone 7, recentemente lançado e com pequeno apelo de vendas.



Motivação: dos 46,9% de share que detinha em 2009, passou para 37,6% em 2010. No mesmo período, o Android, da Google, passou de 3,9% para 22,7%. O iPhone também tem conseguido crescimento substancial.


Abandonar um produto líder do segmento não é ação isolada no histórico de decisões corporativas radicais. Nem no mercado (por exemplo, Bematech), nem na empresa (a Nokia era uma gigante na produção de papel).


Neste caso, a Nokia oferece à Windows a possibilidade de estar presente no maior volume de aparelhos vendidos no mundo (na foto, o N8); em contrapartida, recebe a experiência da maior desenvolvedora de softwares do mundo.


É arriscado. Mas, parece, muito bem calculado o risco.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Branding, desde sempre, é ético



‘Meu primeiro Claro é a forma mais legal de falar com meus amigos... meu primeiro Claro é estar longe e me sentir em casa. Se fala Claro, é claro que tem mais’.


Este é o título de um anúncio de celular. Mas não um anúncio normal: entre uma lição e outra, anúncios de página inteira ou de meia página falam sobre celulares e cereais, e são lidos diariamente em sala de aula por milhares de alunos menores de 12 anos de escolas privadas do Chile. Além disto, sites de algumas empresas privadas aparecem como sugestão para complemento de leitura.


A novidade tem provocado um debate nacional entre pais, educadores e autoridades no país. O governo diz que a propaganda pretende fazer com que os adolescentes enfrentem melhor a propaganda a que estão expostos cotidianamente. Os demais defendem que os alunos nesta idade não têm a capacidade de filtrar os estímulos.


Trata-se de propaganda subliminar, ainda que seu formato seja explícito. Enquanto lê o texto de estudo, é levado a ver as mensagens, como se fizessem parte do texto original, algo que não é verdadeiro. Sua capacidade de filtrar os estímulos da propaganda é, obviamente, limitado.


Ética sempre foi a base das ações de marketing. Esqueceram disto.