sábado, 29 de agosto de 2009

O golpe finalizador de uma proposta de valor

Um direto, apenas.

Sem outros golpes, nem jogo de pernas ou mesmo uma finta. Bem executado, luta terminada.

O filme postado hoje mostra um pretenso lutador de capoeira misturado com muay thai enfrentando um lutador de vale-tudo. A cena, ocorrida em um campeonato clandestino chamado de BeatDown, é do Quebrando Regras (2008), com Sean Faris.

A lição é clara: grande parte do esforço realizado é em vão, firulas talvez surtam efeito em briga de lagarto no Animal Planet, mas um único evento geralmente “fecha a conta”. É a lei de Paretto: 80% dos resultados são alcançados com 20% dos esforços.

Obviamente, para que este derradeiro golpe seja executado com perfeição, são necessários treinamentos à exaustão, observação do adversário e habilidade para se adaptar rapidamente às circunstâncias.

No branding é assim, também.

Algumas marcas têm uma proposta de valor direta, sem meio-termo. Falam o que tem que ser falado, deixando o consumidor informado de chofre, sem buscar atributos apensos.

A norte-americana Coors é a cerveja de acompanhamento de festas e churrascos. Ponto final.

Nada de encontro de amigos, comemoração de aumento de salário, uma geral nas gostosas do pedaço, mal-falação do chefe e discussão sobre o futebol, tudo ao mesmo tempo ou em doses menores, mas sempre conjuntas.

Sua proposta é tão claramente pontual que até adicionou oficialmente ao seu nome a assinatura banquet beer, oriunda do seu início, quando o primeiro segmento consumidor, o de mineiros, realizava festas, as banquets (banquete, festa) com a indispensável Coors fazendo seu trabalho de acompanhamento do grupo.

Alguns comerciais seus até trazem grupos diferentes, mas não traem a sua vocação.

Segundo Woodruff (1994) uma empresa orientada para a entrega de valor deve aprender o que seus clientes entendem por valor. Linguagem direta, sem busca de artifícios paralelos ou perpendiculares, que nada trazem de resultado à proposição.

Empresas movidas por valor pensam em valor. Somente.






video

6 comentários:

  1. Esse capoeirista não é um lutador serio, infelizmente. Mas existem muitos lutadores bons de capoeira que fazem vale tudo. Quanto as marcas, o principal esforço antes de qualquer ação seria ouvir o que seus consumidores tem a dizer, e ai sim, investir baseado nisso. A conversa da marca com o consumidor é muito importante. Dai a importancia das midias sociais. http://midiassociais.blog.br
    Abraço, @idegasperi

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  2. Concordo plenamente. Como exemplo, a Natura tem feito um trabalho muito interessante no controle do que se fala da marca nas diversas mídias. E tem conseguido dirigir mais adequadamente seus esforços de comunicação.

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  3. Gabriel Giacomini Pivesso

    A marca não está errada em “segmentar” seu target, mas como um investidor eu acredito que está na hora dela dar um passo a mais e mudar essa imagem atual da marca pois o que queremos cada vez mais é dinheiro e reconhecimento, e atingindo um maior publico e mudando essa idéia de apenas na festa seria o ideal.
    Depois de entrar no blog do Cotidiano Publicitário ali postado me impressionei com os conteúdos e as novidades das mídias sociais.
    “ Apenas 18% das campanhas na TV tradicional geram um retorno do investimento positivo”
    E como o publico de cerveja e essa geração festa é bastante nova e atualizada investir nesse meio seria o ideal.

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  4. Humberto L. P. Cardoso Filho
    4º Semestre - Publicidade & Propaganda FURB
    Disciplina: Administração em P&P

    Marca: Coors


    Problema: Por claramente se posicionar como a cerveja de um nicho determinado do mercado, para uma ocasião certa, a Coors pode estar perdendo ou deixando de dar atenção a um potencial público consumidor de sua marca talvez se sinta até repreendido ao pensar em comprar a marca para celebrar um acontecimento especial por exemplo. Muitas marcas não tem idéia do poder de sedução e persuasão que elas exercem sobre a mente dos consumidores.

    Solução:

    Aponto duas soluções:

    A primeira, mais arriscada: Criar um novo produto, com a marca Coors, direcionada a um público mais abrangente. Que gostaria de ter o sabor de Coors presente em vários momentos da sua vida, não só em churrascos e banquetes. (esse seria o mote da campanha). O novo produto teria um gosto diferente da Coors original, podendo ser mais doce, mais forte ou mais leve. O que poderia ser definido com uma pesquisa de mercado e ouvindo o consumidor final.

    A segunda, mais conservadora: Uma campanha publicitária que reposicione a marca como uma cerveja para todas as horas, o que pode fazer com que a marca perca uma parte de sua clientela que a considerava uma marca “seleta”, para horas especiais. Como reposicionar uma marca não é algo fácil, a campanha deveria ser longa e palpada por ações concretas, diretas e seguras. Para dar ao consumidor a certeza que a marca preferida deles mudou, mas mudou para melhor e que o produto final é o mesmo para que eles continuem consumindo.

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  5. André Aga Rizzo
    4º Semestre - Publicidade & Propaganda FURB
    Disciplina: Administração em P&P

    Pelo pensamento batido dos consumidores em geral, o problema seria: "Tá, e essa marca, não para mim?". O produto que se encontra em apenas um nicho específico, perde a poder, e pode ir denegrindo a imagem da marca.

    E ai que entra a solução da empresa criar um novo produto, para que seja aproveitada pelos que "restam", abragendo vários nichos, com várias marcas, mas apenas uma empresa.

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  6. O foco em um objetivo apenas, no caso da coors em apenas um publico, acaba-os deixando cego e deixando escapar grandes chances e oportunidades de crescer. Ser o melhor em apenas uma situação no caso da coors acompanhamento de churrascos e festas, em um segmento tão grande, talvés seja o pensamento pequeno de seus administradores.
    A melhor solução para ampliar os seus horizontes é investindo pesado na criação de um novo conceito para a marca, destinado a um publico promissor,os jovens, pois a mudança vem aos poucos e nada melhor do que se dirigir a um publico mais novo.
    Minha visão é esta, criar comercias destinados a esse publico, tanto no meio TV, como em midas alternarivas, internet, games, é estar onde o jovem esta, ou gostaria de estar.

    JOAQUIM CARDEAL JUNIOR ( não postei antes pois estava sem internet).

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